Por mais de vinte anos, o baterista sueco Mikkey Dee foi o braço direito de Lemmy Kilmister nos trabalhos do Motörhead. Juntos, eles lançaram álbuns importantes para a música pesada como Bastards (1993), Sacrifice (1995), Overnight Sensation (1996), Inferno (2004) e Kiss of Death (2006).
Com a morte de Lemmy em 2015, aos 70 anos, pouco depois de ser diagnosticado com câncer de próstata, o Motörhead encerrou as atividades para sempre. Em recente entrevista ao The Europe Drum Show Official Podcast, Mikkey refletiu que jamais poderia existir uma banda como o Motörhead hoje em dia.
“Não tem como ter uma banda como o Motörhead hoje. Nós éramos livres. Eu conheci Lemmy há 34 anos, e foi nessa época que ele me chamou para tocar na banda. Isso foi em 1986, quando eu tocava com o King Diamond.
Eu respeitosamente tive que recusar o convite porque eu não estava pronto para tocar com eles. Ainda não tinha experiência. Mas é inacreditável sentar aqui hoje e ver que nós começamos a tocar juntos há cerca de vinte e cinco anos”.
Dee continuou: “Nós escrevemos nossa música. Se você gostasse, era um ótimo bônus, mas se você achasse que era a pior porcaria do mundo, nós não nos importaríamos. Hoje em dia não tem como existir uma banda com esse tipo de atitude.
Algumas pessoas dizem que têm essa atitude, mas com certeza não têm, porque quando chega a hora da verdade, eles estão se acovardando na maior parte do tempo. E o dinheiro é muito importante hoje para as bandas, o que é compreensível porque é extremamente difícil estar em turnê e gravar e ganhar a vida na indústria musical hoje em dia”.
“Eu entendo que o dinheiro é mais importante hoje do que era em nossos dias. É sempre importante, mas nunca sentimos que precisávamos ter cem milhões no banco. Lemmy estava feliz tendo seu uísque e vivendo o dia a dia e não ficando sem dinheiro. Nós só queríamos ter uma vida boa e uma vida divertida”, completou.
Veja a entrevista na íntegra no player abaixo: